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PARQUE NACIONAL MONTE RORAIMA

Uma paisagem recortada por rios, cachoeiras e formações rochosas compõe o cenário que abriga mais de 400 espécies de bromélias. Essas são algumas das surpresas reservadas a quem aceitar o desafio de chegar ao Monte Roraima, uma das montanhas mais antigas da Terra que fica na fronteira entre Brasil, Guiana e Venezuela.

Com 2.875 m de altitude, essa formação teve início há cerca de 150 milhões de anos, e há séculos vem povoando a imaginação de aventureiros dispostos a tudo para chegar a seu platô. Inspirado nesse universo exótico que fica no Parque Nacional do Monte Roraima, o criador de Sherlock Homes, o escritor Conan Doyle, escreveu “O Mundo Perdido”.

Até chegar ao Monte Roraima, o turista enfrentará vários obstáculos: são rios, rochas e ventos de até 100 km/h, além de uma variação de temperatura entre 5° e 35°. Em 1991, três alpinistas brasileiros, depois de cinco dias e meio de escalada, subiram pela primeira vez a face leste, no lado do Brasil, o mais difícil e perigoso caminho para atingir seu cume.


No platô há uma vasta mesa de arenito de aproximadamente 40 km², coberta de blocos e montes de até 30 m que se elevam em todas as partes. Dali é possível ter a dimensão do poder do tempo, ao observar as fendas e abismos formados pela ação do vento e das chuvas. É aí que fica o vale dos cristais, onde ocorrem formações de pequenas esculturas pontiagudas de cristais.



Para chegar ao Monte Roraima, o turista deve ir até Santa Helena de Uairém (VEN), a 250 km de Boa Vista. Em seguida, passa por São Francisco de Yuruani até chegar à aldeia indígena Pémon de Paray Tepuy, o ponto de partida para essa aventura.